Lançada cartilha para aprimorar inclusão de pessoas com deficiência nas instituições públicas

A cartilha “Como Construir um Ambiente Acessível nas Organizações Públicas” é destinada a órgãos que pretendem iniciar a implantação da acessibilidade dentro das suas instituições ou dar seguimento às ações já iniciadas.

14/10/2019 09h58 - Atualizado há

A Rede de Acessibilidade, da qual o Supremo Tribunal Federal (STF) faz parte, lançou a cartilha “Como Construir um Ambiente Acessível nas Organizações Públicas”. O lançamento ocorreu durante o 1º Encontro Nacional de Acessibilidade e Inclusão (ENAI), realizado em Brasília (DF). Reunindo a cúpula dos Poderes Judiciário e Legislativo e o Tribunal de Contas da União (TCU), a Rede de Acessibilidade promove  discussões sistemáticas relacionadas à acessibilidade e à  inclusão de pessoas com deficiência dentro das instituições. 

Foi a partir das próprias dificuldades na implementação da acessibilidade dentro de cada órgão que faz parte da Rede que o material foi construído, pensado também para ser disponibilizado e utilizado por outras instituições. Ele abrange orientações sobre a implantação da acessibilidade, com base nas legislações pertinentes e tendo em vista os conceitos de acessibilidade e inclusão, bem como um instrumento de autoavaliação da acessibilidade dentro das organizações.

Guia

De acordo com a assistente social Fernanda Vieira, coordenadora do Programa STF Sem Barreiras, o material é abrangente e detalhado e servirá como guia para os órgãos que pretendem iniciar a implantação da acessibilidade dentro das suas instituições ou dar seguimento às ações já iniciadas. “A cartilha não trata só da acessibilidade física, como rampas, corrimões, mas também estimula a acessibilidade tecnológica, comunicacional, de serviços e de gestão", explicou.

Autoavaliação

Além da orientações para implementação da acessibilidade, o material traz anexo um instrumento de autoavaliação das iniciativas, para que os gestores possam auferir o nível de inclusão em que se encontra a organização. “O material também permite a realização da verificação do grau de acessibilidade do órgão, um diagnóstico para melhor condução das ações a serem planejadas. Essa publicação, inclusive, será um apoio às avaliações e ações no nosso tribunal”, concluiu a assistente social do STF.