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Bibliotecário de obras raras fala sobre preservação de patrimônio bibliográfico no STF

O professor Raphael Greenhalgh foi o convidado dessa edição do projeto Biblioteca Com Vida.

08/08/2022 20h43 - Atualizado há

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Em comemoração aos 131 anos da Biblioteca Ministro Victor Nunes Leal, do Supremo Tribunal Federal (STF), celebrados nesta segunda-feira (8), foi realizada mais uma edição do projeto Biblioteca Com Vida. O professor Raphael Greenhalgh, bibliotecário de obras raras da Biblioteca Central da Universidade de Brasília (UnB), apresentou o tema “Obras Raras e Segurança”.

A exposição foi baseada em tese defendida por ele em 2014 e atualizada para essa apresentação, sobre segurança contra roubo e furto em acervos raros, questão relacionada à preservação do patrimônio bibliográfico brasileiro. Raphael citou casos da prática desses crimes em 18 instituições, entre elas a Biblioteca Nacional e as bibliotecas da USP, da UFRJ e da UFMG, e lembrou que o Brasil não é o único país em que isso ocorre: museus conhecidos nos Estados Unidos, no Egito e na França, entre outras nações, também sofrem atentados contra suas coleções.

Segundo o professor, os crimes de furto e de roubo são praticados de diversas formas, por pessoas que se passam por visitantes, com o objetivo de subtrair exemplares, por quadrilhas que invadem bibliotecas a mão armada ou durante o transporte de obras para outras instituições. “Precisamos estar atentos a essas situações e estruturas, a fim de que nossas instituições não passem por algo semelhante”, ressaltou.

Greenhalgh citou possíveis motivações para crimes contra o patrimônio bibliográfico e identificou critérios subjetivos para atestar a raridade de obras. Analisou, ainda, a questão da segurança nas instituições guardiãs, verificando a necessidade de diálogo com toda a estrutura, tendo em vista a influência da eficácia policial e do rigor penal em relação a esses delitos.

Por fim, o palestrante apresentou sugestões para a redução de riscos relacionadas à implantação de políticas de proteção dos acervos e estratégias simples que não dependem de investimentos. Uma dessas medidas pode ser a digitalização, com acesso remoto às obras raras, para evitar que grande quantidade de pessoas tenha acesso à obra original a ser preservada.

A bibliotecária Solange Jacinto fez a abertura do evento, que teve como debatedora a bibliotecária Márcia Rodrigues, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FURG). A tese está disponível no banco de acervo da UnB, e a exposição poderá ser assistida no Canal do STF no YouTube.

EC//CF

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