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Antonio Augusto da Silva
ANTONIO AUGUSTO DA SILVA, filho de Antonio Augusto da Silva, que foi Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, nasceu na capital da província da Bahia.
Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Olinda, recebendo o grau de Bacharel, em 1844.
Iniciou sua carreira na Magistratura sendo nomeado Juiz Municipal e de Órfãos dos termos reunidos de Estância e Santa Luzia, na província de Sergipe, cargo a que foi reconduzido, em decreto de 16 de dezembro de 1850, passando para o termo de Nazaré, em decreto de 12 de outubro de 1854.
Em decreto de 28 de março de 1857, foi nomeado Juiz de Direito da comarca da Graça, na província de Santa Catarina.
Designado para a comarca de Anadia, nas Alagoas, em decreto de 18 de novembro de 1865, foi esse ato tornado sem efeito, sendo-lhe designada a comarca de Porto Calvo para ter exercício do seu cargo.
Em decreto de 22 de dezembro de 1869, teve nova designação para a 2ª Vara do Crime da capital da província do Maranhão e foi nomeado, em decreto de 15 de fevereiro de 1871, Juiz de Direito da Vara Privativa da Provedoria de Capelas e Resíduos da mesma capital.
Em decreto de 14 de novembro de 1874, foi nomeado Desembargador da Relação de Cuiabá, ato que ficou sem efeito, sendo nomeado para a Relação de Belém do Pará, em decreto de 24 de abril de 1875, e removido para a de São Luís do Maranhão, em decreto de 10 de dezembro de 1875, e da Corte, onze anos depois, em decreto de 14 de dezembro de 1886.
Em decreto de 20 de julho de 1889, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, preenchendo a vaga ocorrida com a aposentadoria de José Antonio de Magalhães Castro; tomou posse no dia 24 do referido mês. Foi aposentado, em decreto de 21 de março de 1891, por não haver sido aproveitado na nova organização judiciária republicana.
Exerceu o cargo de Chefe de Polícia em três províncias: Rio Grande do Norte — nomeado em decreto de 15 de março de 1864 e exonerado em decreto de 18 de novembro de 1865; Alagoas — nomeado em decreto de 11 de maio de 1866 e exonerado em decreto de 6 de julho de 1867; e Maranhão — nomeado em 25 de julho de 1868 e exonerado em dezembro de 1869.
Antonio Augusto da Silva foi agraciado, por D. Pedro II, com o foro de Fidalgo Cavaleiro, em decreto de 18 de junho de 1875, e o título do Conselho, em decreto de 30 de julho de 1889.
Faleceu no dia 3 de outubro de 1892, na cidade do Rio de Janeiro, sendo sepultado no Cemitério de São João Batista.
Referência:
LAGO, Laurenio. Supremo Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal: dados biográficos 1828-2001. 3. ed. Brasília: Supremo Tribunal Federal, 2001. p. 180-181.
