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Antonio Simoens da Silva

           ANTONIO SIMOENS DA SILVA, filho de Antonio Simoens da Silva e de sua mulher, Dona Maria Barbara do Nascimento, nasceu em 6 de julho de 1807, em Conceição da Praia, na capitania da Bahia.

           Seguiu para Portugal onde se matriculou na Universidade de Coimbra, que cursou até ao 4º ano.

           Regressando ao Brasil, concluiu seu curso jurídico na Academia de São Paulo, onde recebeu o grau de Bacharel em 27 de outubro de 1831, na primeira turma formada em Ciências Jurídicas.

           Em decreto de 1º de dezembro de 1831, foi nomeado Juiz de Fora da Ilha Grande e Parati.

           Em decreto de 15 de julho de 1833, foi nomeado Juiz de Direito da comarca da Bahia.

           Simoens da Silva era Chefe de Polícia da província da Bahia quando foi debelada, nas memoráveis batalhas de 13 e 16 de março de 1838, a revolta irrompida a 7 de novembro de 1837, sendo restituída a província ao governo legal e os revoltosos à obediência ao Governo imperial. Notáveis foram os serviços que então prestou.

           O Marechal-de-Campo João Crisóstomo Calado, comandante das armas e incumbido de formar um exército em força e disciplina para opor-se aos revoltosos, em relatório dos acontecimentos do aludido mês de março, referindo-se ao Dr. Simoens da Silva, declara que “distintos serviços prestou à causa da legalidade, sendo que heroicamente conduziu da cidade para Pirajá o corpo policial a cuja frente marchou”.

           Em decreto de 14 de janeiro de 1839, foi nomeado Desembargador da Relação do Maranhão, sendo por outro, de 5 de fevereiro seguinte, nomeado para idêntico lugar na Relação do Rio de Janeiro.

           Em decreto de 10 de fevereiro de 1842, foi agraciado com o Oficialato da Imperial Ordem da Rosa, e com o título do Conselho, em decreto de 2 de dezembro de 1849.

           Na 5ª legislatura, (1843-1844), foi eleito Deputado por sua província natal à Assembléia-Geral Legislativa.

           Por três vezes exerceu o cargo de Chefe de Polícia da Corte: interinamente, de 9 a 20 de julho de 1844 e de 14 de maio a 20 de setembro de 1847, e efetivo, por decreto de 2 de outubro de 1848, desta data a 6 de novembro de 1850, tendo sido exonerado, a pedido, por decreto de 4 deste último mês.

           Em decreto de 15 de junho de 1847, foi nomeado Ministro Adjunto do Conselho Supremo Militar.

           Em decreto de 23 de agosto de 1861, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, preenchendo a vaga ocorrida com o falecimento de Cypriano José Vellozo; tomou posse a 31 do referido mês.

           D. Pedro II, em atenção aos serviços do Conselheiro Simoens da Silva, concedeu, em 25 de novembro de 1862, aos seus filhos, Antonio Delfim Simoens da Silva e Carlos Delfim Simoens da Silva, o foro de Moços Fidalgos com exercício na Casa Imperial.

           Foi casado com D. Mariana Delfim Pereira, filha dos Barões de Sorocaba e neta dos Viscondes de Castro.

           Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 20 de outubro de 1883, sendo sepultado no Cemitério de São João Batista.

Referência:
LAGO, Laurenio. Supremo Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal: dados biográficos 1828-2001. 3. ed. Brasília: Supremo Tribunal Federal, 2001. p. 101-102.