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Lourenço José da Silva Santiago
LOURENÇO JOSÉ DA SILVA SANTIAGO, filho de Francisco da Silva Santiago, nasceu em 10 de agosto de 1807, na capitania de Pernambuco.
Tendo terminado o curso de preparatórios, matriculou-se na Faculdade de Direito de Olinda, onde concluiu o curso e recebeu o grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, no dia 29 de outubro de 1833.
Iniciou sua vida pública sendo nomeado, em 12 de dezembro do mesmo ano, Procurador-Fiscal da Tesouraria da Fazenda do Pará.
Em decreto de 11 de setembro de 1834, foi nomeado Juiz de Direito da comarca do Grão-Pará.
Depois foi removido, sucessivamente, para a Vara do Crime da cidade da Paraíba, em decreto de 20 de novembro de 1841; comarca do Alto Amazonas, em decreto de 20 de setembro de 1845; comarca do Assu, em decreto de 19 de agosto de 1849; comarca de Natal, em decreto de 6 de novembro de 1851, tomando posse a 21 de janeiro de 1852 e comarca de Alagoas, em decreto de 18 de julho de 1854.
Em decreto de 30 de outubro de 1857, foi nomeado Desembargador da Relação de Pernambuco, onde permaneceu durante vinte e um anos até ser nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, em decreto de 19 de janeiro de 1878.
Preencheu a vaga ocorrida com o falecimento de Manuel Rodrigues Vilares, tomou posse a 30 de março seguinte e foi aposentado por decreto de 27 de abril do mesmo ano.
Exerceu o cargo de Chefe de Polícia em duas províncias do Império: Rio Grande do Norte, em decreto de 6 de novembro de 1851, e Sergipe, em decreto de 12 de outubro de 1852.
O Conselheiro Lourenço Santiago foi um magistrado de grande probidade e gozou sempre de um nome imaculado.
Militou na política pertencendo ao Partido Conservador, ao qual prestou assinalados serviços.
Depois de aposentado, fixou residência na província de Pernambuco, onde faleceu no dia 14 de fevereiro de 1883, tendo sido sepultado no Cemitério de Santo Amaro, do Recife, em catacumba pertencente à Matriz da Boa-Vista.
Referência:
LAGO, Laurenio. Supremo Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal: dados biográficos 1828-2001. 3. ed. Brasília: Supremo Tribunal Federal, 2001. p. 133-134.
