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José Ignacio Accioli de Vasconcellos

           JOSÉ IGNACIO ACCIOLI DE VASCONCELLOS, filho de Ignacio Accioli de Vasconcellos e D. Leonor Filisberto de Azevedo, nasceu na capitania do Rio de Janeiro, em 1817, e formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Olinda, em 1837.

           Em decreto de 13 de julho de 1839, foi nomeado Juiz de Direito da comarca do Alto Amazonas.            

           Foi depois removido para o mesmo cargo: para a 2ª Vara do Crime em Belém  — decreto de 20 de novembro de 1841; para as comarcas de Niterói — decreto de 25 de setembro de 1844; de Vitória — decreto de 4 de agosto de 1855; do Serro, em Minas Gerais — decreto de 29 de março de 1850, aí servindo de 28 de novembro desse ano até 25 de dezembro de 1855; de Itapicuru — decreto de 22 de novembro de 1855 e de Abrantes — decreto de 3 de setembro de 1859.

           Em decreto de 9 de janeiro de 1861, foi nomeado Desembargador da Relação de Pernambuco.

           Pertenceu ao Tribunal do Comércio dessa província, onde exerceu o cargo de Fiscal, por nomeação do Governo imperial, em decreto de 8 de julho de 1864.

           Em decreto de 15 de fevereiro de 1879, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, preenchendo a vaga aberta com o falecimento de Joaquim Marcelino de Brito; tomou posse em 11 de junho do mesmo ano.

           Exerceu também os cargos de Chefe de Polícia da província do Espírito Santo, em decreto de 4 de agosto de 1845, e de 4º Vice-Presidente da mesma  província, em carta imperial de 27 de abril de 1846.

           Foi agraciado por D. Pedro II com as condecorações das Ordens de Cristo e da Rosa.

           Foi casado com D. Maria de Macedo Accioli.

           Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 19 de julho de 1881, sendo sepultado no Cemitério de São João Batista.

           Foi sempre magistrado, e em toda sua longa vida deu provas de retidão, esclarecido zelo e amor à justiça.

Referência:
LAGO, Laurenio. Supremo Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal: dados biográficos 1828-2001. 3. ed. Brasília: Supremo Tribunal Federal, 2001. p. 137-138.