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Innocencio Marques de Araujo Goes

           INNOCENCIO MARQUES DE ARAUJO GOES, filho do Coronel Innocencio Goes e de D. Maria Joana Calmon de Araujo Goes, nasceu a 4 de julho de 1811 no engenho Comorogi, município de Santo Amaro, Bahia.

           Em 1827, seguiu para Coimbra a fim de cursar a Faculdade de Leis da Universidade da mesma cidade. Regressou ao Brasil e prosseguiu em seus estudos na Faculdade de Olinda, onde recebeu o grau de Bacharel em Direito em 1834.

           Em sua província natal, foi nomeado, interinamente, Procurador Fiscal, cargo que deixou por ter sido eleito Deputado suplente à Assembléia Legislativa provincial, tomando assento como efetivo.

           Em decreto de 28 de janeiro de 1842, foi nomeado Juiz de Direito da comarca de Cachoeira, cargo que exerceu durante treze anos, até ser nomeado Juiz Especial da Vara do Comércio da província da Bahia, em decreto de 18 de maio de 1855.

           Seis anos depois, entrava para a Relação da província, sendo nomeado Desembargador, em decreto de 14 de setembro de 1861.

           Pertenceu ao Tribunal do Comércio da Bahia, havendo sido nomeado Fiscal, em decreto de 2 de março de 1864, cargo de que foi dispensado e mandado ter exercício na Relação, pelo decreto de 26 de outubro de 1870, tendo sido nomeado Presidente da mesma Relação, em decreto de 9 de outubro de 1875.

           Em decreto de 2 de abril de 1880, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, preenchendo a vaga aberta com o falecimento de José Pereira da Costa Motta; tomou posse em 2 de junho do mesmo ano. Foi aposentado em decreto de 4 de dezembro de 1886.

           Araujo Goes militou na política, foi Deputado à Assembléia provincial de 1838 a 1859, e à Assembléia-Geral Legislativa na 10ª legislatura (1857-1860), como suplente, tomando assento na sessão de 1858, na 14ª (1869-1872) e 15ª (1872-1875), havendo sido Presidente da Câmara dos Deputados na 15ª legislatura, cargo em que foi reeleito em três sessões consecutivas.

           Exerceu o cargo de Chefe de Polícia de sua província natal, interinamente, em 1849, por nomeação do respectivo Presidente Francisco Gonçalves Martins, mais tarde, Barão e Visconde de São Lourenço, e, efetivamente, por decreto do Governo imperial de 28 de novembro de 1853. Em decreto de 8 de março de 1862, foi nomeado Vice-Presidente da província.

           Foi agraciado, por D. Pedro II, com o foro de Fidalgo Cavaleiro; hábito de Cristo, em decreto de 30 de julho de 1841; as comendas das Ordens da Rosa e de Cristo, em decreto de 14 de março de 1860, e os títulos do Conselho, em carta de 10 de setembro de 1873, e de Barão de Araujo Goes, em decreto de 11 de dezembro de 1886, por ocasião de ser aposentado.

           Foi casado em primeiras núpcias com D. Maria Francisca Calmon du Pin e em segundas núpcias com D. Maria Inácia da Cunha e Menezes.

           O Barão de Araujo Goes faleceu em 13 de maio de 1897, no Estado da Bahia. 
 

Referência:
LAGO, Laurenio. Supremo Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal: dados biográficos 1828-2001. 3. ed. Brasília: Supremo Tribunal Federal, 2001. p. 141-142.