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Antonio Augusto da Silva
ANTONIO AUGUSTO DA SILVA, nascido em 1770, filho de Sebastião José da Silva e D. Inácia de Souza, natural da capitania da Bahia, formou-se em Leis pela Universidade de Coimbra, recebendo o grau de Bacharel em 1795.
Em decreto de 6 de fevereiro de 1810, foi nomeado Juiz de Fora das vilas de Jaguaripe e Maragogipe, na Bahia, lugar que tinha sido criado em alvará de 15 de janeiro desse ano, obtendo a nomeação de Provedor da Fazenda dos Defuntos e Ausentes, Resíduos e Capelas, em alvará de 2 de abril seguinte.
Havendo bem servido o lugar, foi nele reconduzido com o predicamento da correição ordinária, em decreto de 17 de dezembro de 1812.
Passou a Juiz de Fora da Bahia, em decreto de 12 de outubro de 1818, e a Provedor da Fazenda dos Defuntos e Ausentes, Resíduos e Capelas, em alvará de 4 de junho de 1819, e teve o predicamento do primeiro banco pela imediata resolução de 20 de outubro do mesmo ano, tomada sobre consulta da Mesa do Desembargo do Paço.
Em decreto de 13 de maio de 1821, foi nomeado Desembargador da Relação da Bahia.
Foi elevado a Desembargador Ordinário e Desembargador de Agravos da Casa da Suplicação em decretos, respectivamente, de 12 de outubro de 1826 e 18 de outubro de 1829, com exercício na Relação da Bahia.
Com a extinção da Casa da Suplicação, ficou pertencendo à Relação da Bahia, da qual foi Presidente, por decreto de 4 de outubro de 1834.
Antonio Augusto da Silva foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, em decreto de 2 de dezembro de 1840, preenchendo a vaga ocorrida com o falecimento de Antonio da Silva Telles; tomou posse no dia 4 de maio do ano seguinte.
Fez parte da Junta Provisória da Bahia, eleita em 21 de fevereiro de 1822, e foi Deputado à Assembléia Geral Legislativa na 1ª (1826- 1829) e 3ª (1837-1840) legislaturas, também pela Bahia.
Os relevantes serviços que prestou à nação em sua vida pública foram recompensados, sendo agraciado com o hábito da Ordem de Cristo, em decreto de 12 de fevereiro de 1819, Cavaleiro e Oficial da Ordem do Cruzeiro, em decretos de 12 e 18 de outubro de 1829, e a comenda da referida Ordem de Cristo, em decreto de 18 de setembro de 1843.
Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 11 de janeiro de 1846, deixando descendência.
Seu filho, de igual nome, seguiu a carreira da Magistratura e foi também Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, nomeado em 20 de julho de 1889.
Referência:
LAGO, Laurenio. Supremo Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal: dados biográficos 1828-2001. 3. ed. Brasília: Supremo Tribunal Federal, 2001. p. 58-59.
